segunda-feira, setembro 25

Romantismo real

Já havíamos saído antes, mas daquela vez foi diferente. Alguma coisa aconteceu que fez tudo mudar. Nos conectamos, nossos planetas se alinharam. Você fez os movimentos certos, falou as palavras exatas que eu queria ouvir e me tocou como eu queria ser tocada. O modo como você me fez sentir, como se nada pudesse dar errado, como se o mundo fosse cor de rosa e houvesse uma magia no ar. Cada vez que você sorria eu sentia como se tivesse sido atropelada por um caminhão de sentimentos. Angustia, alegria, ansiedade, afeição, curiosidade, dengo, desejo, dilema, confusão, entusiasmo, esperança e paixão. Ah, a paixão! Certamente era um caminho sem volta. O problema é que foi só naquele momento. Aquele dia especial e que não voltaria mais. Nos encontros seguintes não foi igual, não havia aquela magia. Foi coisa da minha cabeça? eu superestimei aquela conexão? Difícil, mas também não importa mais. Aqueles sentimentos não voltam mais, pelo menos não como naquele dia. Você não era quem eu pensava ser ou eu imaginei um você que nunca existiu? O tempo passou e as respostas não vieram. A verdade é que elas nunca virão. Eu não me apaixonei por você, eu me apaixonei pelo que você me fez sentir, eu me apaixonei por um você que já não existe mais, um você que eu inventei.

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