segunda-feira, novembro 29

our last dance

P: Por favor, não vai embora. Você não pode fazer isso comigo.
H: Dê-me um motivo. E não venha com esse papinho do que eu posso ou não fazer.
P: Eu te quero como jamais quis alguém. Você não pode ignorar o fato de que também me quer só porque fiz algumas besteiras.
H: algumas besteiras? Você simplesmente ignorou quando eu disse que te amava, você agiu como se não se importasse. Quando eu precisei, você não estava lá.
P: tudo bem, eu sou idiota, admito. Você é boa demais para mim, eu sei disso. Mas preciso de você tanto quanto preciso de água ou sais minerais. EU sei que agi errado e prometo mudar. A questão é que sem você ao meu lado não tem porque o meu átrio esquerdo continuar bombeando sangue. Sem você, nada faz sentido.
H: tenho raiva do seu poder com as palavras. Mas não sei, não sei se posso ou se consigo te perdoar. Você sabe, as coisas foram acontecendo e quando me dei conta elas não eram mais como eu gostava, como costumavam ser. Acho que preciso pensar. Mas com você eu não consigo fazer isso, pois as dopaminas e serotoninas me impedem de fazer qualquer coisa.

E ntão Helena saiu andando e Paulo ficou olhando, pensando se um dia ela voltaria. Helena ficou pensando se um dia ele poderia mudar. E no final das contas, o amor não bastava. Nunca bastou.

6 comentários:

Juliana Faria disse...

Encontros, despedidas e perdas são assuntos frequentes aqui.

Mas eu gosto muito! Mesmo sem os finais felizes...

Rart og Grotesk disse...

é sempre bom fugir dos finais felizes, afinal, a vida nem sempre é feita de coisas perfeitas...
se quiser, conheça meu blog de arte obscura http://artegrotesca.blogspot.com

Carol França disse...

É, nunca bastou...
Amo o que você escreve, Marina linda! *-*

Anônimo disse...

É, eu leio seu blog e vc deletou o outro post...

Anônimo disse...

não que isso importe muito, pelo siginificado ínfimo do q rolou..

Renan Albrecht Alves disse...

Meo Deos!