terça-feira, agosto 4

lost in thoughts

São 06h30min da manhã e mais uma vez me levando e tomo um banho. Logo após bebo um lindo yogurt e escovo os dentes. Uma hora depois lá estou eu sentada em uma sala de aula aprendendo algo que obviamente só será últi para que eu passe no vestibular.
10h45min me vejo indo comer algo para que eu possa saciar a minha fome. Aproveito o pouco tempo que tenho para também por as fofocas em dia com os amigos, não que eu não faça isso na sala. É só que durante o recreio tem-se mais tempo para tal.
Poucos minutos depois lá estou eu de novo naquela mesma cadeira assistindo outra aula. Tudo bem, não vou falar que isso é chato. Porque pra falar a verdade, não é tão ruim (dependendo da aula, claro.). É só que todos prefeririam estar dormindo, obviamente.
Agora já são 12h15min e vou comer novamente, entretanto vou comer algo mais gostoso. Pra falar a verdade posso até escolher a onde mesmo vou comer, já que tenho aula a tarde e como por ali mesmo. Mas novamente minhas amigas optarão pelo mesmo lugar, nosso conhecido Delírio Tropical. Assim, não que eu não goste. Mas estou farta do mesmo arroz, bife e batata frita de todas as segundas e quartas.
Tudo bem são apenas 1h . Penso então que é melhor já ir voltando pra escola, já que não é agradável chegar atrasada.
É nesse breve momento de 10 minutos de caminhada até a escola que eu sinto que há algo de errado. Deixe-me explicar. Não é que tenha algo de errado. É que tem algo me incomodando. Algo que não me incomodava antes de ontem, ou até mesmo ontem.
Quando chego ao portão e o querido André diz “Boa tarde, Marina. Quase chegou atrasada de novo, hein.” É que eu me dou conta do que me incomoda. E é então que viro de costas e vou direto para o ponto de ônibus e pego o primeiro que vejo. O problema foi que eu não olhei para onde ia. Mas tudo bem, nada pode dar errado, certo?
Errado. Estou em um lugar que eu nunca vi (não que seja uma grande surpresa, já que não conheço muitos lugares do rio.). Dou-me conta de que estou na tão falada lapa. Uau. É exatamente como falam as boas línguas.
Percebo que não há mais nada de incomodo, estou me sentindo bem novamente. Estou feliz como nunca estive. Estou no meio de uma aventura. Perdida na minha própria cidade. uou.
Passam se alguns minutos e algumas voltas por lugares desconhecidos e me dou conta de que isso não é tão agradável. Aquela sensação de liberdade foi embora. Penso em saltar, mas estou perdida. Percebo que não estou tão preparada para o mundo quando pensava. O problema é que agora é tarde. Não tenho mais como voltar pra casa. E durante o meu surto de vontade de viver deixei o meu celular na escola.
Sabia que a rotina não era algo tão ruim assim, no final das contas, existem coisas piores. Elas estavam ali e eu não as vi. Agora é tarde.

9 comentários:

Nathalia disse...

Meu yogurte é mais bonito que o seu =)

Hahahahaah, brincadeirinha, ficou muito bom esse texto, de verdade mesmo. Top Top MTV !

Bruna disse...

mais uma vez a minha querida amiga Marina escreve um texto profundo demais... da próxima vez escreve uma comédia? hahahah

Yuri disse...

po legal mas lapa é fácil tem duas direções.. ehuaheuhuaehuhauehae... depois te falo com calma, yogurte matinal e o bife e batata frita de toda segunda e quarta é sensacional, podia ao menos ter mudado o lugar de onde come... ao invés de ir pala...

Raí disse...

Cara , não sei pq mas achei essa história super legal!Tá muito bom!Vc devia andar mais cmg e com o hélio ia conhecer o Rio inteiro
ahhahaha

Marina Morena disse...

Essa história não é real, galerinha ! hahahahah

Bel disse...

Adorei Marina!! Vou te levar p conhecer a Lapa comigo, é mágico!
Hahahaha, beijocaaa

Juliana Faria disse...

Não é um texto simples. Confesso ter demorado um bom tempo até para formular esta simples frase. 
Na verdade eu demorei mesmo para entender o que estava por trás de toda essa "sua" saga (apesar das aspas que eu coloquei para mostrar que eu entendi que você não realizou "fisicamente" estas ações, acho que eu não precisaria usá-las, afinal, você de fato as realizou em sua mente - mesmo que como uma personagem ).
Acho que de vez em quando todo mundo sente aquele aperto no peito, aquela vontade de ir embora e viver uma vida completamente diferente. Se algo é feito em relação a esse aperto (como o ato de deixar a escola e ir à Lapa), no começo é maravilhoso mesmo, ver todas aquelas coisas novas, viver a tão sonhada aventura. No entanto, depois, você parece que "cai na real", vendo tudo o que deixou para trás na busca por esse sonho. Você se desligou da vida que tão bem conhecia e passou a se sentir só. E agora já não sabe mais como voltar, voltar para a "rotina" que tanto lhe conforta. "Agora é tarde."

Uau, desculpa se eu falei besteira, mas você me fez refletir!
Hahahaha
Marina, ideia fantástica! Você conseguiu por uma informação incrível de um jeito muito simples e bem bolado!
Parabéns! Parabéns! Parabéns!

Edgard ♠♦O Pierrot♥♣ Antonello disse...

Rotina... fantasma da criança de hoje, companheiro do adulto de amanhã. Até que ponto fugir da rotina não se torna rotina?

A vida de máquina é temida por muitos, e realidade para tantos outros. Me lembrou meu texto "Avisava o Aparelho".

Parabéns pelo blog.

Saudações do Pierrot.

Mariana ;) disse...

Amei o texto! Vou passar a dar mais valor pra minha rotina.