sexta-feira, abril 8

Love story

Se você olhar nos olhos dela, verá que ela daria o mundo por ele. Se olhar nos olhos dele, verá que tudo que ele sempre procurou foi uma menina exatamente como ela. Eles passam os dias brincando nos parques, tomando sorvetes e fazendo todas aquelas outras coisas que amigos fazem. Mas passam as noites imaginando como seria divertido fazer também coisas que namorados fazem, como andar de mãos dadas, abraçar beijar e acariciar . Ambos tem seus diários que usam para expressar toda essa paixão que já não está mais cabendo no coração. Se conhecem a tanto tempo que já devem haver uns 7 diários.
Um dia, entre sorvetes, conversas sobre coisinhas de mulher e jogos de vídeo game, ela viu aquele caderno e se interessou. Ele ficou com medo e escondeu junto com os outros. Ela ficou mais intrigada ainda. Quando ele entrou no banho, ela começou a ler. Ele tentou ser rápido para evitar esse tipo de coisa. Ela foi mais ágil e leu logo a página com muitos corações em volta do nome dos dois. Ela estava feliz, porém paralisada. Ele saiu do banho e ficou nervoso ao ver a cena. Ela tirou um pequeno caderno da bolsa. Ele o abriu e viu uma página semelhante. Ele sorriu, Ela o beijou. Eles foram felizes para sempre.

segunda-feira, novembro 29

our last dance

P: Por favor, não vai embora. Você não pode fazer isso comigo.
H: Dê-me um motivo. E não venha com esse papinho do que eu posso ou não fazer.
P: Eu te quero como jamais quis alguém. Você não pode ignorar o fato de que também me quer só porque fiz algumas besteiras.
H: algumas besteiras? Você simplesmente ignorou quando eu disse que te amava, você agiu como se não se importasse. Quando eu precisei, você não estava lá.
P: tudo bem, eu sou idiota, admito. Você é boa demais para mim, eu sei disso. Mas preciso de você tanto quanto preciso de água ou sais minerais. EU sei que agi errado e prometo mudar. A questão é que sem você ao meu lado não tem porque o meu átrio esquerdo continuar bombeando sangue. Sem você, nada faz sentido.
H: tenho raiva do seu poder com as palavras. Mas não sei, não sei se posso ou se consigo te perdoar. Você sabe, as coisas foram acontecendo e quando me dei conta elas não eram mais como eu gostava, como costumavam ser. Acho que preciso pensar. Mas com você eu não consigo fazer isso, pois as dopaminas e serotoninas me impedem de fazer qualquer coisa.

E ntão Helena saiu andando e Paulo ficou olhando, pensando se um dia ela voltaria. Helena ficou pensando se um dia ele poderia mudar. E no final das contas, o amor não bastava. Nunca bastou.

quinta-feira, setembro 2

feeling groovy

Olho pela janela do ônibus, olho para minha apostila de matemática e vejo que nada daquilo faz sentido, mas ainda assim sou obrigada a terminar o exercício que havia começado. ‘então cateto oposto sobre hipotenusa é cosseno . . ahh, ½ !’ penso concentrada no triangulo pitagórico.
De repende meus olhos percebem uma pessoa, alguém que não estava ali a dois minutos atrás. Noto que ele está bonito com a camisa dos Beatles e a sua calça rasgada, interessante pois não parece ser do tipo que usaria uma coisa dessas, mas até que ficou legal, sabe . . se você gosta do tipo alternativo, loirinho, gordinho. ‘Eu gosto’, concluo de imediato.
Sem aviso prévio percebo que ele está vindo sentar ao meu lado. ‘o que será que devo fazer?’ . . ‘meu deus, preciso terminar esse exercício logo, não quero parecer nerd estudando no ônibus’. Quando ele senta reparo que cheira bem, seus olhos são de um mel claro, quase que amarelo escuro, sua barba está por fazer e sua pele é tão macia quanto um bumbum de bebe. Olhando para a sua mão vejo bonitos dedos alongados, e caminhando pelo seu braço não deixo de notar no quanto ele é fino e bonito.
Ao me concentrar novamente no dever (com muita dificuldade, devo ressaltar) começo a sentir seus olhos em mim, quando de repente me viro e escuto ele falar “Geometria nunca foi meu forte”, após cantar essas palavras ele sorri, como se estivesse tímido, e nossa, ele tem o sorriso mais lindo que já vi. “Nem o meu” respondo e sorrio também, esperando que ele goste tanto do meu quanto eu gostei do dele.
Depois de longos e silenciosos minutos percebo que está chegando o meu ponto e que preciso descer, mas não quero. Não quero deixá-lo ali, para outra vir e conquistá-lo. Infelizmente não tenho escolha e me levanto em direção à porta.
Ao descer do ônibus sinto uma mão forte e firme me puxar, sinto-me então em seus braços e ouço ele sussurrar no meu ouvido enquanto estamos tão abraçados que parecemos um só: “Fulano, Prazer te conhecer”, sua voz é tão aveludada que sinto que vou desmoronar. “ Fulana, Encantada”, respondo sem nem pensar, afinal, a ultima coisa que eu conseguiria fazer nesse momento era pensar em algo.
Ficamos assim por alguns segundos, até que então ele vai se aproximando, se aproximando e acaba me dando um dos melhores beijos que já recebi em toda a minha vida. É tão sincero, emocionante e tão . . . diferente. Tudo é tão diferente, afinal, nem sequer sei o nome dele. Teoricamente isso deveria deixar as coisas ruins e confusas, mas só as deixam mais excitantes e excêntricas. Fazendo com que fuja da mesmice de sempre.
“Gostaria de caminhar?”, ele pega a minha mão e saímos andando, sem ao menos saber para onde vamos e não trocamos muitas palavras também, mas não se fez necessário.

terça-feira, julho 27

terça-feira, abril 6

Back to the 60's

Ando pela calçada com a mão no bolso, chutando uma pedrinha aqui e ali, pensando e sentindo meu coração apertado. Logo ali, uma velha canção. Uma canção dos Beatles que me fez sentir saudade. Saudade sabe-se lá do que. Parece ser uma saudade do que ainda não veio, daquilo que ainda não chegou.
Penso que não quero ir embora sem ter meu amor desdobrado ao longo dos anos ao som dos Beatles. Quero sentir aquele enjôo na barriga enquanto flertamos ao som de Do you want to know a secret. Receber um bilhete com : “i'll pretend that i'm kissing the lips i'm missing” poderia fazer com que eu acreditasse de fato no amor. Mas então, depois que brigássemos eu poderia curtir a fossa ouvindo don’t let me down. E eu sei que no dia seguinte você chegaria na minha varanda cantando “Here comes the sun, here comes the sun, and I say it's all right” pra dizer que está tudo bem e que estamos de saída. Iríamos até a beira do mar para dançar twist and shout como de costume.
Quero que toque “Love, Love, Love...” quando eu estiver indo ao teu encontro pra nossa tão sonhada cerimônia de casamento. Tudo bem, eu entenderia que você não a quisesse tanto como eu, é claro que você não queria, você é discreto e prático. ‘ Vamos somente morar juntos’ você diria, mas eu responderia que preciso disso.
De noite eu poderia cantar para você :“oh I won't be afraid, Just as long as you stand, stand by me” enquanto você me protegeria do meu bizarro medo do escuro. Mas quando eu quisesse ficar sozinha eu colocaria let it be no nosso velho rádio e você de imediato entenderia a mensagem. Eu entenderia também quando você chegasse do trabalho com aquela sua fantasia de pessoa séria cantando “It’s been a hard day’s night and I’ve been working like a dog”, E iria direto te preparar um banho na banheira e depois te faria uma massagem.
Ouvir você cantando pra mim cant buy me Love quando eu te pedisse para comprar alguma bolsa cara, quem sabe uma jóia.
Sair cantando “Help me, get my feet back on the ground, Won't you please, please, help me “ quando eu estiver no mundo da lua, logo após ler um daqueles meus livros, e por sinal, você morreria de ciúmes dos personagens.
Colocar Hey, jude pra você ouvir quando estiver com algum problema, sabe, só para tentar te colocar pra cima. Então, se não melhorasse, eu iria te levar para algum lugar, para que eu pudesse te lembrar o quanto eu te amo e como só isso realmente importa nas nossas vidas. Decidiríamos então que precisamos de mudanças e faríamos as malas de vez. Mas, indeciso como sempre, você viria cantando “You say you got a real solution.. Well, you know, We'd all love to see the plan” e eu responderia com um simples “Don't you know? it's gonna be alright”.
Estaríamos velhinhos e ainda assim você me pegaria pela mão e iríamos a um campo aberto a onde pudéssemos correr, nos sentir livres e jovens como antes. Nas nossas mentes viria a música strawberry fields forever.
Morreríamos juntos, como Romeu e Julieta. Em nosso velório nossos filhos e netos se lembrariam de como fomos felizes e leriam “But of all these friends and lovers, There is no one compares with you”, porque eles saberiam, todos saberiam, que não teria como existir nada nas nossas vidas mais importante do que o amor que teríamos vivido.

segunda-feira, março 15

Moulin Rouge - Amor em vermelho

Dias tornaram-se semanas,
Semanas tornaram-se meses.
E então, um dia, eu fui pra a
minha máquina de escrever, me
sentei, e escrevi a nossa história.
Uma história sobre uma época,
uma história sobre um lugar, uma
história sobre pessoas. Mas, acima
de tudo, uma história sobre amor.
Um amor que irá viver para sempre.

sexta-feira, janeiro 8

Le petit Prince

Chego da escola e rapidamente jogo a mochila na cama, pego o meu livro, um sorvete e saio direto para a pracinha da frente. Como sempre, me sento embaixo da minha árvore e começo a folhear o livro até chegar à parte em que parei, mas antes mesmo que eu pudesse ler uma palavra ele entrou no meu campo de visão. Pude vê-lo se aproximando como quem não quer nada. Foi no momento em que ele se sentou ao meu lado que notei os seus olhos incrivelmente azuis que combinados com aquele cabelo loiro em formato de cachos e sua pele tão perfeita como o bumbum de um bebê.
E lá ficamos nós dois nos olhando, nos criticando mentalmente, por alguns longos minutos. Até que então ele parou seus olhos no meu livro e cantou as palavras:
- Os príncipes encantados de Libby Manson? Então você é uma daquelas?
Céus, ‘uma daquelas’? O que será que ele quis dizer com isso? Tenho até medo de perguntar, mas não consigo me conter e as palavras saem da minha boca antes que eu possa impedi-las.
- ‘Uma daquelas’?
-É, uma romântica.
-Como assim?
- Ah, você sabe. Uma daquelas garotinhas que está sempre lendo um livro ou vendo um filme, esperando que o que acontece com as personagens, aconteça com você também.
-Bem, certo. Então eu sou sim. Mas, isso é ruim?
-Não sei. Não sou um desses.
É nesse exato momento que o vejo levantar e estender a sua mão para mim. O que ele está fazendo? Esse menino é realmente maluco, mas fazer o que, é um gato. Pego a sua mão e me levando também.
- A propósito, meu nome é Michael.
-Ah, certo. Prazer, Sofia.
Começamos a andar pelo parque e conversar. Ele até que é engraçado, sabe, para alguém tão bonito. É o tipo de garoto que você olha e pensa: é o garanhão da escola, popular e sem nada na cabeça. Mas depois que o conhece percebe que era tudo um engano, um preconceito.
Naquela tarde ficamos ali na grama durante horas rindo, falando sobre os livros, filmes, escola e coisas normais. Às vezes não falávamos nada, só ficávamos nos olhando.
Após o pôr-do-sol ele me acompanhou até a minha casa, mas algo estava me deixando com medo, mas nessa altura do campeonato já tinha intimidade o suficiente com ele para tirar aquilo de mim, então perguntei com muita calma:
-Vamos nos ver de novo?
-Obviamente. –respondeu ele delicadamente, e em segundos já estávamos na minha porta, parados, ambos sem saber o que fazer.
Virei, abri a porta de fora e quando estava indo entrar ele puxou o meu braço e me beijou. Não foi um daqueles beijos de novela, foi somente um selinho. Nesse momento eu tive a sensação de estar me apaixonando. Mas fazer o que? Eu é que não iria evitar o que esperei a minha vida toda, ele que me freasse se quisesse.
Cheguei em casa toda feliz, minha mãe até estranhou. Durante o jantar perguntou se o livro que eu estava lendo era bom mesmo, pois estava toda sorridente. Falei que era ótimo e contei a história, embora hoje eu não tenha exatamente lido o livro, mas ela não precisava saber disso.
No dia seguinte quando chego a minha arvore ele já está lá, hoje ele me cumprimenta com um beijo e dessa vez é um daqueles de cinema. Ficamos lá mais uma tarde deitados, quero dizer, eu deitada no colo dele. Falamos de como foi os nossos dias, nos beijamos mais e jogamos muita conversa fora. Mas senti que algo estava estranho, ele estava emotivo demais. Mesmo que tivesse o conhecido ontem, parecia que nos conhecíamos há anos, e eu sabia que algo havia mudado. Quando um garoto arranca uma flor e te entrega é porque tem algo errado, pelo menos com a maioria de meninos é assim. E eu senti isso de imediato.
Obvio que as minhas suspeitas aumentaram quando chegamos a minha porta e ele me deu um beijo extraordinariamente perfeito e disse:
- Acho que te transformei em uma personagem, certo?
-Aham. – Assenti como uma idiota, porque era obviamente a única coisa que eu conseguia fazer depois de um beijo e uma frase dessas.
Entrei e passei a melhor noite de sono que já tive em toda a minha vida. E a pior manhã de todas, a ansiedade estava me matando. Queria vê-lo de novo, tocá-lo novamente e sentir aquelas mãos sobre a minha nuca.
Mas quando cheguei à árvore aquela tarde só havia uma carta, e no envelope tinha o meu nome escrito em uma letra notavelmente masculina.
Então abri nervosa e aquelas palavras serviram como uma flecha no meu coração. Era do Michael. Dizia:

“Querida Sôfi,
Primeiramente queria me desculpar por entrar na sua vida, mesmo sabendo que a faria sofrer, como sei que estou fazendo agora. Acalme-se, sei como é ansiosa. Não chore. Te explicarei tudo.
Meu pai foi chamado para trabalhar no sul da frança. Estava tudo certo e faltavam dois dias para a minha viagem. Aquilo estava me deixando louco então resolvi dar uma volta no parque. Quando te vi caminhando para aquela arvore, com o seu livro e todas as suas esperanças, percebi imediatamente que precisava te conhecer, mesmo que fosse por pouco tempo. E eu esta certo. Te conhecer foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Você me tornou em um ‘Daqueles’ e me orgulho disso.
Nascemos um para o outro, esse é o nosso livro. Não deixe que uma distância, e nem o tempo, tirem isso da gente.
Eu voltarei, um dia. Prometo.

Com carinho,
Do seu Michael.”


Recordo-me que depois de ler isso fui correndo para casa, tomei sorvete na minha cama a tarde toda. Minha mãe notou e foi até o meu quarto, contei tudo para ela. Chorei, chorei e chorei mais. Chorei até acabar dormindo no colo da minha mãe.
Uma noite dessas você supera, mas nunca esquece.